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sábado, 20 de junho de 2009

Dora Adora Paquerar


Gente, por vezes minhas amigas mais tímidas me perguntam como proceder na paquera, como fazer uma abordagem eficiente sem medo? Por este motivo resolvi criar um atendimento nessa área aqui no nosso blog. Neste atendimento discorrerei acerca de vários aspectos determinantes para uma paquera bem sucedida.

1º aspecto: O boy
Não adianta você quer paquerar aquele cara que nunca vai te dar bola (entendam “aquele cara” como o hetero bem resolvido), é sofrer a toa. A pergunta é: como saber se o boy é ou não? Simples ligue seu radar, toda gay tem. Perceba seu jeito, com quem anda, como anda, e ao olhar para ele desvie o olhar e olhe novamente se ele estiver olhando, pronto. Já é! O resto é no papo.

2º aspecto: Lugar
O estudo do espaço é importantíssimo, vocês tem que estar atentas ao ambiente que vocês estão, isso determina qual será a melhor abordagem. A boate é completamente diferente da Boda de Ouro dos avós de sua melhor miguxa.

3º aspecto: Finalidade
Tem que estar muito claro na cabeça com qual finalidade vocês estão paquerando o boy. “Ai, ele é o homem da minha vida”, “queria conhecê-lo pra vê qual é a dele”, “to doida pra dá uma com esse boy”. Tudo isso define qual será a melhor abordagem.

Estes 3 aspectos são a tríade básica da paquera, existem outros aspectos, mas são de menor preocupação, estes que eu ressaltei são fundamentais, qualquer falha em algum deles pode acarretar problemas de aproximação e até estragar o que poderia rolar. Queridas, agora é só mandarem suas questões, dúvidas e vivencias que estarei aqui pronta para ajudar.

Dora adora dizer:

1. Cuidado com os ataques em grupo, você pode sobrar
2. Nunca manda a miguxa fazer seu trabalho, o boy pode se encantar por ela
3. Use a técnica dos 5 passos
4. Dora Flex é pau para toda obra! Consultora de abordagens práticas e eficientes e técnicas de aproximação carnal.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Por uma chuca de todas


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Flora disse...

Olá meninas! Adorei o texto.
Ainda tenho umas noias em assumir pra outras pessoas q adoro ser passiva, porém sou louco pelos dois (ativo e passivo), mas ainda é complicado pra minha cabecinha cheia de tabús admitir isso.
Gostaria de fazer um pedido a cvs: q, do alto de vossas esperiências, façam uma espécie da "manual da chuca", pois nunca fiz e tenho muita curiosidade de saber exatamente (com dodos os detelher sórdidos) como se faz...
Obrigado amigas!

Em: http://queequeasgayquerdizer.blogspot.com/2009/05/chuquinha-boneca-chuquinha.html - 18 de Junho de 2009 20:41

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Então, querida Flora, sua danadinha, esse pedido é mais que um pedido! É um desafio. E eu não fujo de desafios! Mas como sou adepta da construção de um conhecimento em prol do coletivo, do social, onde todas demonstrem e compartilhem suas experiências e nada se concentre na mão de apenas uma ou na mão de umas poucas; em se tratando da elaboração de um manual dessa importância para o mundo gay e também para todos que prezam por uma higienização interior, eu proponho que o mesmo seja feito não apenas por essas humildes irmãs consultoras das Gay, que estão longe de serem detentoras de uma verdade absoluta, muito pelo contrário, estamos aqui justamente para compartilhar e apontar caminhos guiados pela sinceridade, bom humor, atitude, bom gosto e orgulho gay.

Dessa forma a minha proposta é que todas as Gay colaborem nessa criação, mencionando a(s) sua(s) técnica(s) para se fazer a chuca. E aí sim, eu, Alma Flex, me prontifico a organizar isso em formato de manual, juntando e/ou separando as informações por categorias, elencando detalhes, buscando ilustrações e daí por diante. Ao fim disso, teremos um documento fantástico em nossas mãos, algo original, autêntico e porque não dizer, ímpar.

Se não entenderam, o jogo é o seguinte, cada uma diz como pensa que se deva fazer ou como se faz a chuca, o que é preciso para se fazer a chuca, os materiais necessários, as melhores posições, se é necessário o suporte de alguém e assim por diante. Em seguida, entrarei em cena, para configurar essas informações com a nossa cara! Conto com vocês, pode ser? Tá combinado assim?! Levanta a mão, gente...


As Gay diz:

1) Olha que eu conto com vocês mesmo, porque não dá pra fazer isso sozinha, não, hein! Irmãs, acudam, por favor!
2) Vou começar dizendo que para fazer a chuca é preciso água limpa, sabonete, toalha e esfíncter trabalhado.
3) Talvez você faça a chuca antes da gente terminar esse manual, mas ainda assim acho que vale a pena!
4) A União faz açúcar!
5) E as Gay faz a chuca!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

ASSÉDIO - mini-série em 2 episódios.


"Francamente!"

Eu já estava atrasada para ir ao teatro. Naquela época ainda não possuía carro e morava longe do centro. O fato é que pegar ônibus dia de sábado na direção do centro é uma tarefa para poucas corajosas. E sem modéstia alguma, sou uma delas! Como não estava tão tarde, dispensei a idéia de ir de táxi e optei por esse veículo coletivo, do qual, embora muitos não acreditem, eu adoro usufruir. O que estava em jogo era uma bela programação Cult que havia combinado com algumas miguxas e meu namorado, digo ex - porque um dia as coisas precisam ser ditas e tudo se transforma. No meu caso, sempre para melhor. Ainda hoje preservamos a amizade!


Voltando ao caso... O ônibus partia no sentido Litoral Norte - Centro. Peguei o de número 174, lembro como se fosse ontem. Tenho essa mania de decorar o números nas coisas. Ao subir, percebi que mesmo não estando lotado, todas as cadeiras estavam ocupadas e a aventura já começava com uma dificuldade que exigia muita atenção, pois o risco de sujar o figurino no ônibus quando estamos em pé é bem maior - nunca se sabe quem passará por nós com uma sacola de peixe fresco ou banhado à lama.


Para minha alegria, numa parada mais à frente, vagou uma cadeira do lado do corredor e eu prontamente me apossei dela. Pura sorte, porque antes do meio do caminho, repentinamente, uma leva de gente subiu no ônibus e aí sim era possível denominá-lo LOTADO! E nessa mesma leva de gente encontrava-se o meu algoz, o infame, o ser vil e repugnante que tentara se impor sobre minha pessoa de maneira asquerosa e pesonhenta! Ai, como é difícil expurgar certos fantasmas! Mas sei que há força em mim e chegarei inteira até o fim dessa história... Respira, Alma, as leitoras torcem por você! Vamos lá!


Ele era alto, moreno, forte, porém menos musculoso e mais obeso, transitando na faixa dos 40 a 50 anos, barba por fazer, cara de pervertido, pessimamente vestido e um hálito de cachaça medonho. Tirando o bafo e o mal gosto para roupas, não tenho nada contra nenhuma dessas características, mas acontece que realmente nesse caso a equação não foi feliz em seu resultado e o conjunto da obra, acreditem, despertava certa repulsa.


Estava eu bem sentada, super comportada no meu humilde assento, longe da janela, preocupada com a hora do compromisso. E ele bem ali, em pé, ao meu lado, me olhando do alto. Em determinado momento, senti sobre mim o peso daquele olhar e procurei a origem daquela terrível sensação de estar sendo observada. Minha intuição me levou direto ao seu olhar, o qual não encarei por mais de 3 segundos. Voltei aos meus pensamentos e, sentindo certo receio, na busca por segurança, resolvi ligar para meu ex-namorado, como quem não quer nada, só para saber se ele também já estava a caminho do teatro. Talvez, inconscientemente, tentando mostrar que eu não estava de todo só no mundo.


Bastou eu desligar o telefone e a perna do sujeito encostou na minha, o que me fez olhá-lo novamente, muito mais por impulso do que por vontade própria. Acreditando se tratar de um incidente causado pelo solavanco do ônibus, recolhi ainda mais minhas pernas para o lado do assento. Resignei-me. Restava-me apenas aproveitar o trajeto da viagem até meu ponto de chegada.


No entanto, para minha triste surpresa, o ônibus da mesma maneira que se viu lotado, subitamente esvaziou, inclusive o lado da janela do banco em que eu estava sentada. Nossa, em outras ocasiões eu não pensaria duas vezes antes de pular do corredor para a janela, mas algo me dizia que eu deveria permanecer onde eu estava e como sou uma jovem obediente, especialmente quando se trata das ordens da minha voz interior, resisti bravamente à tentação de levar vento na fronte.


Os assentos à minha frente também vagaram e eu pensei, esperançosa que sou, "acho que esse sujeito em pé ao meu lado se sentará na cadeira em frente!". Ledo engano. Minha intuição estava certa sobre a criatura que, tão logo me viu solitária naquele assento, mesmo percebendo que eu não iria mudar para a janela, ignorou o banco à frente e sentou-se ao meu lado. Gelei. Ali eu me dei conta de que algo não estava certo, menos essa sensação.


Bom, mal ele sentou e foi logo puxando assunto. Dessa vez, apesar da situação ser mais inibidora que a primeira narrada no meu post anterior, eu consegui me expressar verbalmente. E, claro que meu pensamento manteve-se a mil. O diálogo foi exatamente esse:


- ELE: Tava falando com a namorada no telefone?


- EU (me fazendo de surda, falando num volume mais alto, para tentar inibir o interlocutor): É o que?!! (E penso: caralho!).

- ELE (sem dar a menor importância para a minha tática, com um sorriso nojento no rosto): Ficou com medo quando encostei minha perna na sua?!

- EU (penso: então foi de propósito?!! Canalha!. E me tremendo todo, falo, sem conseguir encará-lo): Não! Por que?! (E penso: ai meu Deus, ele vai matar geral! Me dei mal!).


- ELE (passando a mão sobre minha perna): O que foi?... Você não gosta?!


- EU (sem acreditar, sentindo um misto de medo e indignação, restou-me dizer apenas um sonoro): Francamente!


E mudei bruscamente de lugar, me dirigindo para um assento do lado oposto no ônibus, onde permaneci até a hora de saltar, torcendo para não sofrer outra abordagem e, mais ainda, para não ser seguida quando descesse do ônibus, o que eu teria que fazer muito em breve. Se imaginar correndo feito louca em pleno centro da cidade numa noite de sábado, fugindo de um tarado, não é algo que se espera fazer antes de assistir a um espetáculo de teatro. E, provavelmente por ordem divina, não foi o que eu fiz.

Meu anjo da guarda segurou o sujeito no ônibus e o manteve lá até eu chegar em lugar seguro. Ao encontrar minhas miguxas e meu amado namorado, compartilhei meus instantes de perigo, sofrimento e angústia, sendo prontamente confortada e consoloda. Felizmente, recuperei-me do susto e a programação da noite não foi comprometida, ocorrendo tudo como planejado. A peça era ruim, mas as companhias eram ótimas.

De lá para cá, e isso já faz um bom tempo, não passei por nenhuma outra situação semelhante. Que bom, né? Acho que aprendi a fugir de possíveis ameaças, andando sempre por locais iluminados, de preferência bem acompanhada e com um bom spray de pimenta no bolso.


As Gay diz:


1) Spray no bolso e lubrificante na bolsa! Vai que eu confundo.

2) Quem sabe ainda sou uma garotinha, esperando o ônibus...

3) Não acreditaram que falei "francamente"! Mas eu falei!

4) Me auto classificando, eu sou do tipo Mily. Mily & 80: boa, porém letal!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Encontro com a verdade



O que leva uma pessoa a mentir para outra na internet, sabendo que vai ser descoberta em pouquíssimo tempo?

Ora veja, se eu entro no chat com o objetivo de conhecer alguém, mentir não é o melhor caminho. Principalmente quando o objetivo imediato é sexo casual. Pensando direitinho, se você vai transar com uma pessoa isso implica em algo presencial, além do virtual. Vou conta-lhes mais uma historinha das muitas pelas quais passei:

Certo dia, entro em chat de minha querida Maceió, em busca de sexo – não nego – e isso é bem fácil de achar em qualquer sala de bate papo por aqui. Começo a teclar com “Médico 27 Afim”. Partimos para as perguntas de praxe: “tc d ond e idade?”, “afim d q?”, “Curt o q?”, “MSN com ft?”. Fomos para o MSN e lá continuamos conversando nesse papo super interessante (¬¬). E ele por vez ou outra perguntava se eu era afeminado e eu o dizia que não, e ele completava dizendo que não os suportava, e eu respondia que não tinha problemas com isso, mas se essa era a preocupação dele, poderia ficar tranquilo, posto que, sou bem discreto. Mas ele começou a fazer essa pergunta muitas vezes, tornando até um pouco obsessivo nesse assunto, foi quando eu perguntei se ele era afeminado e ele me disse que não, retruquei: certeza. E ele repetiu que não. Ok. Ele pediu foto e eu prontamente mostrei e pedi que ele retribuísse e ele foi até mais rápido que eu, porque eu ainda me preocupo em pegar uma melhorzinha. Nossa, ele não era a coisa mais linda do munto mais estava muito próximo disso. Não puxei mais assunto, fomos logo marcando para o início da noite. Cheguei ao local do encontro com dez minutos de antecedência como sempre o faço, acho de bom tom ser pontual. Ele pára o seu Cross Fox preto de vidros fumês. Quando a porta se abre desce ele todo vestido de branco, com uma cabelo todo liso, liso de não dá uma volta, todo trabalhado na progressiva, na foto do MSN ele tinha a cabeça raspada, ele estava de pó e gloss, e se dizia não afeminado, com uma voz mais fina que a de qualquer prima minha. E me solta um “iaê” ensurdecedor, “vamos para meu apartamento?” me pergunta o infame. Respondo de pronto: não. Ele fica me questionando querendo saber o porquê de eu não querer mais e eu respondo, você é mentiroso.

Com isso aprendi:
1- Só confie na web cam;
2- Paquerar alguém no mundo real garante satisfação;
3- Mentir é feio;
4- Desconfie dos bonitos de foto dos MSNs.
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E lembrem-se: Dora Flex é pau para toda obra!

Classificação Classificativa



Oi amigas,

Minha irmã Violeta Flex pediu para que eu falasse das classificações. Bem aqui estou eu. Assim é quase como eu me lembro, nesta pesquisa ainda contei com a ajuda de minha irmã Violeta e uma “miga pra sempre... te DolLuUllLLuUuuuuUUu”. Tem toda uma história envolvida para a existência dessa classificação, mas que contará é Violeta (espero), pois ela tem uma memória de elefante. Mais ai ta a classificação:


Raiany - São as desesperadas, por tudo gritam e clamam pela mamãe.

Ivony - São as "heteras": Aquelas que saem com a namorada depois a deixam em casa e entra no chat procurando boys para uma diversão.

Kimberly - As femininas. Também conhecidas simplesmente com "Kims".

Mily - As puras, as santas, as sem maldades no coração, as "Jagatás"

Diony - São as machinhos. As que são gay mesmo, mas com todo jeito de hominho, sem neuras, sem namoradas (diferentemente das Ivonys).

Stacey
- São as que sempre estão às quedas, as sem medidas, as entorpecidas. Aquelas que nas festas são as primeiras a ficarem loucas de lata no rabo.

July – São a más. As detentoras das perversidades. Inescrupulosas. Ruins mesmo.


Eu sou 45% Diony, 35% July, 15% Kim e 5% Stacey.

EM QUAL DESSAS VOCÊS SE ENCAIXAM?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Uma hora eu deveria começar, não é mesmo?


Oi, amiguës!


Bom, para aquelas que ainda não fui apresentada, e para aquelas que não perceberam na parte superior esquerda do blog há 2 meses que existem 3 representantes das gay nesse honorável blog, me apresento. Sou a Violeta Flex! Sim, eu tenho a cara de mal, mas no fundo eu sou boa gente! Afinal, somos 3 irmãs, não é mesmo? (cara de vilã ao dizer isso)

Pois bem, piriguetes de meu Brasil. A terceira desse levante aqui ainda não havia se apresentado por uma combinação afazeres + falta de inspiração pro primeiro texto + nem sei o que. Hoje as coisas mudaram! Depois de levar o nome de "traidora" por uma das irmãs, pelo descaso, resolvi mudar essa cena! (Sim, gente: a Violeta também lava roupa suja!) Pois vamos lá, não é? Isso tem que começar de alguma forma.

Começarei com um ocorrido há alguns meses que recentemente re-ocorreu. Sim: é homem na jogada. Sim de novo: é complicadinho, vulgo "hetera" (isso merece uma nota explicativa da minha irmã Dora) e, pasmem, sim de novo de novo: ele tem uma namoradinha.

Essa pessoa, que por hora eu chamarei de Jhonny, morava num dos 983476 prédios que já morei, no andar acima do meu, no apartamento EXATAMENTE acima do meu. Eu o reparei pouco, mas no pouco tempo que eu lá morava, estava casada por assim dizer. Rolava uma cegueira pra oportunidades iminentes. Digamos que havia 2 anos que não o via, isso há 6 meses. Então, há 6 meses, eu, caminhando com amiguxas do bando na orla da nossa linda Maceió, avisto alguém me olhando com sentimento. Ele claramente queria meu corpo. A latência pulava aos olhos e à braguilha. Resolvi me separar das amigas, despachei, e fui ver o que aconteceria, afinal, o rosto me era familiar (já não lembrava da antiga vizinhança).

Começamos a conversar. Dissemos os nomes (os dois verdadeiros), e então ele me lembrou da anterior vizinhança, quando perguntei de onde o conhecia. Ele me contou que me olhava, olhava pras minhas amigas, ouvinhas nossas festinhas e ficava sempre querendo se juntar e se perder numa delas. Passado o choque, uma coisa levou à outra, e ficamos ali mesmo na praia, Com direito a amassos mais, digamos, quentes... (6). Acabou, nos despedimos e eu achei que nunca mais o veria.

Como é do meu feitio, penerei o Orkut e o encontrei. Sempre faço isso. Hesitei por meses e há 3 semanas resolvi adicioná-lo. Trocamos MSN. Depois trocamos indiretas e provocações online. Mas nos reeencontramos de outra forma. Há 2 dias, chegando quase de manhã em casa de uma baladinha, o vejo andando impunemente na rua. Peço ao meu amigo parar o carro. Desço correndo sem falar nada. Todos ficaram perplexos, mas acabaram indo embora, enquanto eu e Jhonny tivemos, digamos, nosso segundo "encontro". Foi sexo casual? Foi! Foi sem culpa/compromisso/whatever? Foi! Foi bom? FOI! Terminou com promessa de terceiro "encontro"!
Detalhe: Ele não era do tipo que queria beijar. Mas beijamos e, no final, era ele quem tomava a iniciativa.


Então, como minha irmã Alma, concluo:
1) Nunca despreze seu vizinho. Ele pode ser seu "estepe" um dia.
2) Sexo seguro sempre.
3) Nunca diga "dessa água não beberei"
4) O que era mesmo? Ah, não importa.
5) Eu escrevo/falo pra caralho! Umbeijo rsrsrsrsss (modo "inclusão digital": ativado)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

ASSÉDIO - mini-série em 2 episódios


"E as putaria?"


Era quase meio-dia de uma primavera bem quente. Sol a pino e eu andando no Centro da cidade, suando em bicas, fazendo algumas comprinhas. Na verdade eu até já carregava algumas sacolas, o que tornava a situação ainda mais desconfortável. Nada mais desagradável do que jeans suado grudando nas pernas com os braços igualmente suados pelo contato das alças das sacolas.

O fato é que a fome, o cansaço e o abuso típicos desse horário já começavam a interferir no meu raciocínio (para onde ir agora? o que ainda falta comprar? ai meu deus, Miranda vai me matar - sim eu estava no horário de trabalho e deveria retornar o mais breve possível, pois Miranda é implacável com pontualidade e as compras, por mais belas que fossem, infelizmente, não eram para enfeitar meu guardar-roupa).


Bom, depois de algum esforço e muita pressa, consegui finalizar a parte mais árdua da missão e quando já estava a caminho do trabalho, uma figura cruzou meu caminho, me encarando descaradamente e eu, ingênua que sou, devolvi o olhar buscando no minha memória já afetada pela fome, algum indício que me revelasse a procedência da criatura.


O ser era um pouco mais alto que eu, magro, dentes grandes, marcas de espinhas na cara e usava um boné já gasto pelo tempo em completo desacordo com as outras peças de roupas, que eu já nem lembro mais como eram. Sei apenas que dos dentes jamais esquecerei. Eram blocos grandes e amarelados, alinhados numa boca de lábios grossos e manchados pelo sol.

No entanto, antes que meu banco de dados pudesse apontar um resultado concreto e confiável, o sujeito se aproximou de mim e me cumprimentou. Ainda hoje me pergunto com que agilidade ele conseguiu achar uma das minhas mãos no meio de tantas sacolas. O fato é que durante o cumprimento, ele fez aquele gesto mínimo com o dedo indicador, roçando-o sutilmente na palma da minha mão, revelando naquele momento o que ele queria, mas que eu só entenderia bem depois. O diálogo que segue abaixo transcorreu sem que eu desce uma única palavra, pois ele emendava uma frase na outra, sem me dar tempo sequer de raciocinar a resposta. Tudo ocorreu muito rápido, como se a conversa não fosse entre mim e o rapaz, mas entre seu dedo e minha mão, que se mantiveram em contato durante toda a conversa.

- Dedo dele - E aí, beleza? (Minha Mão pensa: "De onde eu conheço você?")

- Dedo dele - Tô trabalhando por aqui agora... (Minha Mão pensa: "Eu conheço você?")

- Dedo dele - E aí, tá namorando aquele moreno ainda da boate?... (Minha Mão pensa: "Como ele sabe que meu namorado é moreno? Espera, eu nunca fui pra boate com meu namorado!").

- Dedo dele - Tá fazendo o que agora? Vamo ali... (Minha Mão pensa: "Qual a última vez que eu fui à boate?... Ali onde?!")

- Dedo dele - E aí, curte o que?... (Minha Mão pensa: "Pra que esses dentes tão grandes?!")

- Dedo dele - E as putaria? E as putaria?! Vamos ali... (Minha Mão não pensa)

- Dedo dele - Ativo ou passivo?! (Minha Mão se solta e eu, finalmente, me pronuncio).

- Alma Flex: Aaah! Dá licença!

E saí, dando as costas apressadamente, nervosa, quase derrubando as sacolas todas. Só pensava em chegar num lugar seguro para lavar as mãos. Quando finalmente me recuperei do imprevisto, danei a rir, achando graça da situação. Nunca havia me acontecido algo parecido. Era tão improvável que aconteceu! Miranda até hoje me pergunta "E as putarias? E as putarias?" e eu torço para nunca mais encontrar um dedo tão ligeiro nem dentes iguais aqueles.


A Gay diz:

1) Precisa?!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Orgulho de ser GAY

Aproveitando a temática, gostaria de me colocar também. Ser passivo é uma conquista e não é para qualquer um não. Digo isso, porque já está com algum tempo que tento e não consigo, mas nem por isso deixo de tentar. Sou um pouco mais audaciosa que minha irmã e fui mais afundo em minha pesquisa. No bate papo fui perguntar para “as disfarçadas” o que elas eram com a pergunta clássica: “Curte o q?”. Realmente o número de passivos foi maior do que o de ativos em todas as salas, isso contando com os que respondiam que curtiam tudo, mas no fim sempre completavam, “mas prefiro ser passivo”. E continuei minha pesquisa também no Orkut, pesquisei em duas comunidades: a primeira foi uma comunidade de passivos EU QUERO UM GAY ATIVO, esta tem 2.351 membros (http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=41265943) a outra comunidade de ativos chamada de EU QUERO UM GAY PASSIVO, possuía 1.694 membros (http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=41290206). No Orkut esta pesquisa resulta numa diferença de 657. As passivas continuam na frente.

Quando a Alma coloca: “Porém, se você está se referindo à competência, aí realmente temos o que discutir! Gostar de dar e fazer disso um estilo de vida exige uma técnica aprimorada e prática constante, uma vez que o ânus é originalmente um orifício de saída e não de entrada. O uso de lubrificantes (naturais, vulgo cuspe, ou à base de água), controlar a respiração, uma chuca bem feita, a compreensão do ativaço e tesão a mil são elementos que combinados podem favorecer e muito a vida da bicha passiva e também de quem a freqüenta”. Existem passivas com técnicas apuradíssimas em sua arte, posso até citar uma: a técnica do “prende”, ainda me pergunto como elas conseguem segurar o pau lá dentro, nossa já passei por isso, uma sensação de esmagamento... Ui! Mas enfim, existe também a que sem querer, é passiva porque acredita que não consegue namorar com ninguém se não “se submeter”, palavras dela própria. Nesse caso analise ajuda bastante. Ser passivo não é sinônimo de ser submisso.

Acredito que o mercado de carnes está muito mais concorrido para as passivas, elas são em maior número e muito mais atiradas que as ativas. Contudo, devemos nos orgulhar de sermos as gay mais ótimas de todas, somos resolvidas, de bem com a vida, antenadas as novidades, livres de preconceitos, amigas, enfim, a maravilha da sociedade moderna.

Moral do dia:
“Quem tem o que é seu, dá para quem quiser”
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Videozinho antigo, mas bem divertido!



domingo, 7 de junho de 2009

Orgulho de ser Passiva!


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Unsex me disse...

Olá a todas as irmãs Flex, quero dizer que comecei acompanhar o blog a pouco tempo, e adorei...

Quanto ao texto da Alma, "introduzindo" mais um fato, devo dizer q hoje em dia, ser passivo(a) é uma arte. Não é todos(as) que podem bater no peito e dizer com todo o orgulho q é passivo(a).

5 de Junho de 2009 11:39

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Querido "Unsex me", antes de qualquer coisa, muito obrigada, viu?! Ficamos todas muito felizes com as suas colocações, pois nos abriu mais um leque de opção de postagem... Por exemplo, quando você diz que não são todos que podem dizer com orgulho que são passivos, você está se referindo à quantidade ou à competência de ser passivo?

Se for à quantidade, eu devo dizer que discordo, pois sejamos francos, haja viado no mundo que só pensa em dar, corrijo, que pensa em só dar. Para não parecer que se trata de uma opinão particualar, procurei no São Google alguma pesquisa que indicasse a preferência do gay brasileiro na hora do sexo, mas o mais perto que cheguei foi esse link aqui: http://mixbrasil.uol.com.br/cultura/especiais/passivos.shl - tem fotos bem quentes, mas o foco é a matéria, hein?!

Não contente, resolvi eu mesma realizar uma pesquisa. Acessei o bate-papo da UOL, visitei 09 salas com uma média de 22 pessoas, por um tempo máximo de 40s, à procura de gays com nicks declaradamente ativos ou passivos. E vejam o que encontrei: de todas as salas visitadas, 3 tinham pelo menos uma gay assumidamente passiva sem nenhum ativo, contra 1 sala com um ativaço sem nenhum passivo; na única sala que tinha nick das duas opções encontrei 1 ativo contra 2 passivos e nas 4 salas restantes as gays estavam disfarçadas com outros nomes e não dava para identificar quem curte o que.

Fiquei o mínimo tempo possível em cada sala para o resultado não sofrer uma variação muito alta, tendo em vista que as pessoas podem mudar de nick ao sair de uma sala para entrar noutra, o que tornaria a pesquisa falha. Me detive apenas na relação que estava ali naquele breve momento. Perceba então que em termos de quantidade, mesmo meia boca, essa pesquisa revela que a passividade é mais representativa.

Porém, se você está se referindo à competência, aí realmente temos o que discutir! Gostar de dar e fazer disso um estilo de vida exige uma técnica aprimorada e prática constante, uma vez que o ânus é originalmente um orifício de saída e não de entrada. O uso de lubrificantes (naturais, vulgo cuspe, ou à base de água), controlar a respiração, uma chuca bem feita, a compreensão do ativaço e tesão a mil são elementos que combinados podem favorecer e muito a vida da bicha passiva e também de quem a frequenta.

Quanto ao orgulho, realmente percebo que a condição de passivo ainda é muito associada preconceituosamente à submissão, à inferioridade e aos afeminados, o que acaba deixando muitas gays desinformadas e inseguras, sujeitas a situações vechatórias, impedindo que elas encarem sua preferência com a auto estima nos píncaros mais altos.

Portanto, se você que está nos lendo agora é uma passiva consciente e determinada e sabe impor respeito na hora do vamos-ver somente com a força do seu butchico, exercite a solidariedade e compartilhe suas experiências conosco. Ou fique de bico calado porque a concorrência é acirrada e gay essencialmente ativo é artigo de luxo no mercado.



As gay diz:

1) É dando que se fica assado.
2) Deu tá dado.
3) Quem tem local, tem dado em casa!
4) Eu sou Flex, Alma Flex.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Don't touch me



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Anônimo disse...


Muito bem exemplificado seu texto sobre a chuca.
Tenho uma questão para tratar com vc(s). Um dia estava de paquera com um boy, conversamos e ele disse que é totalmente discreto e ninguém sabe dele, até aí tudo bem, o problema quando a gente estava quase ficando ele disse que não beijava e queria que eu fizesse o serviço completo, chupar, dá, mas sem nenhuma beijo e afeto, pode um coisa dessas?!!Na mesma hora dispensei o bofinho mal resolvido...aff...como procedor com pessoas desse nível não evoluindo?!!Gostaria de sujestões, desde de já agradeço!!;)

29 de Maio de 2009 21:17


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Bom, já são quase 3h da manhã, então meu senso de humor e prolixidade foram pras cucuias. Serei breve, porém sensata como sempre! Não quero me estender, mas não posso deixar de responder, uma vez que nossa assiduidade já está um tanto comprometida!


Sobre o caso supra citado acho importante dizer que:


1) É legítimo fazer ou não fazer o que se quiser, inclusive ser adepto dessa vibe "Intocável". Mas a partir do momento em que ele diz uma coisa ou age dando a entender uma postura, mas revela outra completamente diferente, de fato ele ainda tem muito o que resolver na sua cabecinha. Tarja preta pra ele.


2) Se aconteceu desse jeitinho mesmo que você falou e a intenção não era exatamente só sexo, mas sim uma paquera com pretensões de se estabelecer uma relação mais duradoura e estável, você foi mais do que providente em mandar o boy pastar. Seres evoluídos 1 x Almas sebosas 0.


3) Se se tratava de uma ficada sem muita importância e você não quis ficar porque de cara não ouviria sinos tocarem, você deixou de viver uma experiência diferente, talvez a princípio brochante, mas ainda assim diferente... Já estava lá mesmo, já tinha investido na paquera, fazia e depois dava com o pé na bunda do rapazote. A sua pele estaria ótima no dia seguinte!


4) O que sugiro em situações parecidas, é que faça o que fez dessa vez: siga seu instinto e seus princípios. Não é o que imaginava? Faltou clareza e sinceridade da outra parte? Reparou que é roubada? Salta fora que a vida é bem mais que isso! Pense em você e deixe o problema dos outros, com os outros!


Beijos e tudo de bom...



As Gay diz:


1) Tá dito!