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sábado, 25 de abril de 2009

Dora adora... Peripécias

Gatinhas, vou iniciar uma categoria em minhas postagens. Devo contar-lhes aqui as peripécias por mim vividas, deixando bem claro que todas as minhas peripécias ocorreram antes de outubro do ano passado, haja vista que desde esta data minha vida ganhou outro sentido, alguém entrou em minha vida e a mudou radicalmente, hoje sou muito mais radiante do que antes (Dora suspira com fervor). Pois bem, vamos lá. Ah! Só mais uma coisinha, não vou postar minhas peripécia por ordem cronológica, porque eu me perco no tempo. Ok!



Gente, ai vai uma historinha de carnaval: Meu primeiro carnaval em Olinda foi cercado de magia e expectativas. Mas como tudo na minha vida tem uns obstáculos desta vez não foi diferente. Uma semana antes de viajar, tenho minha mochila furtada, com minha câmera digital, meu celular, carteira, dinheiro, minhas passagens para o carnaval, enfim, minha vida estava na mochila, o único bem que me restou foi minha identidade, porque eu perco tudo, mas nunca a perco minha identidade. Com todos esses itens roubados e outros não relacionados, eu só conseguia pensar como eu ia chegar a Olinda sem minhas passagens. Pois bem, no dia seguinte com posse de um B.O. bacana fui a empresa de ônibus e eles me asseguraram que eu iria viajar sem problemas. Achei tudo, mas como eu ia me manter lá. Meus amigos entraram em ação. Diante de tudo isso, eu comecei a pensar que eu tinha que fazer esse carnaval valer a pena. E com esse pensamento cheguei a Olinda na sexta-feira a noite. Logo fui informado por um amigo que havia uma disputa entre as gay na casa. Era uma disputa quantitativa e qualitativa. Cada pessoa que eu beijasse de outro estado, ou país valia um ponto, pessoas do mesmo estado, ou repetir pessoa valia menos um ponto; ninguém me falou em pontuação extra. Quando acordo no sábado a primeira coisa que eu digo é, vou me jogar. Neste dia fiquei com vinte gatinhos e foi o dia que eu fiquei com menos gente, gente é muito homem gostoso e lindo naquele lugar, putz! No café da manhã do domingo fomos fazer a contabilidade e eu fiquei na frente por dois pontos, mais ai eu resolvi contar como eram as pessoas que eu fiquei, foi ai que ganhei o jogo n o primeiro dia, contei sobre o primeiro cara que eu fiquei no sábado pela manhã no beco da urina, um policial lindo, fardado e em serviço. Foi eu fechar a boca e um amigo meu bate na mesa e se levanta aos berros em sinal de revolta, dizendo que eu já havia ganhado o jogo, que havia uma pontuação extra e especial para quem ficasse com um policial em serviço ou um gari. Ele explicou que se isso fosse um jogo de tabuleiro eu tinha chegado ao fim duas vezes na frente deles. Mas o que eu posso fazer?

Saldo do carnaval 2007:

Região Nordeste: Todos os estados
Região Sul: Todos os estados
Região Sudeste: Todos os estados
Região Centro-oeste: Todos os estados
Região Norte: Apenas dois estados
Internacionais: Dois americanos, um francês e um espanhol (na minha opinião o melhor dos estrangeiros)

Puta? Não! Apenas disposta!

Ao querido Anonimo-Solteiro-Procura

Bom, meu querido Anônimo, o que eu poderia te falar, pelo o que eu acredito, já foi dito pela Marta Medeiros... Leia o textinho abaixo e veja se se encaixa com o que você tem vivido!! É lindo, eu acho que tem tudo a ver... Se não tiver, a gente vai conversando! Por falar em Marta Medeiros, aproveito e dou a dica também do filme Divã, que é baseado no romance dessa autora, que se não me engano é também gaúcha, assim como Caio Fernando Abreu. O filme é nacional e tem como protagonista a atriz Lilia Cabral que está arrasando na interpretação! Eu ri, eu chorei e eu vou ver de novo em breve! Beijos, mimigas!


AMOR E PERSEGUIÇÃO
- por Marta Medeiros (28 de janeiro de 2002)

"As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas". Norman Mailer. Copiem. Decorem. Aprendam.


Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, buscamos o amor na internet, buscamos o amor na parada de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir o seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois lhe ensinaram que só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.


Amor não é medicamento. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará, e, caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: "quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu". Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.


O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você sem máscara e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar.


Para quem acha que isso é chantagem, arrisco sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável e não é tarefa tão complicada. Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa.


As Gay diz:

1) Amar sempre vale a pena.

2) Nada já não foi dito outrora.

3) O que é a coleção outono-inverno?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cinema Nacional Bomba

Queridas amigas, sei que tenho andado um pouco ausente, mas que ainda estou passada com que tenho visto nesses últimos dias. Devo confessar a vocês que sou uma caçadora de fotos e filmes gays lindos e estou me deparando com cada perola. Ai ai!

Este filme será simplesmente o mais premiado em Canes. Nunca, ninguém teve tamanha criatividade. Este filme arrebatará todos os prêmios com toda certeza, principalmente nas categorias: Melhor Roteiro Original; Melhor Ator; Melhor Atriz; Melhor Filme; Melhor Fotografia; e Melhor Montagem. Uma pena não existir a categoria Melhor coreografia, porque arrasa também. Esse filme é apenas fenômeno.

Em breve no Cine Vitória.






PEDOFILIA É CRIME. DENUNCIE!


Por: Dora Flex

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Diálogo


– Você é meu companheiro.
– Hein?!

– Você é meu companheiro, eu disse.
– O quê?
– Eu disse que você é meu companheiro.
– O que é que você quer dizer com isso?
– Eu quero dizer que você é meu companheiro, só isso.
– Tem alguma atrás, eu sinto.
– Não, não tem nada. Deixe de ser paranóico.
– Não é disso que eu estou falando.
– Você está falando do que, então?
– Eu estou falando disso que você falou agora.
– Ah sei. Que eu sou teu companheiro.
– Não, não foi assim: que EU sou teu companheiro.
– Você também sente?
– O que?
– Que você é meu companheiro?
– Não me confunda, tem alguma coisa atrás, eu sei.
– Atrás do companheiro?
– É
– Não.
– Você não sente?
– Que você é meu companheiro? Sinto, sim. Claro que eu sinto. E você, não?
– Não. Não é isso. Não é assim.
– Você que não quer que seja isso assim?
– Não é que eu não queira: é que não é.
– Não me confunda, por favor, não me confunda. No começo era claro.
– Agora não?
– Agora sim. Você quer?
– O que?
– Ser meu companheiro?
– Ser teu companheiro?
– É.
– Companheiro?
– Sim.
– Eu não sei. Por favor, não me confunda. No começo era claro. Tem alguma coisa atrás, você não vê?
– Eu vejo, eu quero.
– O que?
– Que você seja meu companheiro.
– Hein?
– Eu quero que você seja meu companheiro, eu disso.
– O que?
– Eu disse que eu quero que você seja meu companheiro.
– Você disse?
– Eu disse?
– Não, não foi assim: eu disse.
– O que?
– Você é meu companheiro.
– Hein?

FIM

Muito fofo, né gente?! É de um gaúcho chamado Caio Fernando Abreu. Pra quem já ouviu falar e não conhecia esse texto, já aumenta a lista. Pra quem ainda não conhecia, esse é apenas um dos vários textos que ele escreveu, especialmente contos e romances. Caio era uma de nós, nasceu no interior do RS, numa cidade chamada Santiago do Boqueirão (numa cidade com esse nome, podia ser outra coisa que não fosse viado?) e morreu em Porto Alegre, em 96, portador do HIV (uma pena!). Bom, mas antes de morrer ele deixou uma obra muito interessante e que tem sido cada vez mais apreciada e descoberta pelos literatos. A maioria dos seus enredos é homoafetiva, marginal, erotizada e bastante precisa na hora de descrever certos sentimentos e situações que todas nós conhecemos bem. O seu livro de maior sucesso chama "Morangos Mofados", nele vocês encontrarão um conto entitulado "Além do Ponto", leiam!! Esse conto vocês encontrarão também numa edição pocket da L&PM. Leiam! É um dos meus favoritos. A história é narrada pelo próprio personagem, um jovem, que caminha no meio da chuva, enfrentando os carros, a lama e a vontade de parar ou voltar atrás, para chegar na casa de um outro rapaz que o receberia de braços abertos... Leiam!

Lições do dia:
1) Pra aprender a ler, pra isso não tem hora, pode ser bichinha, pode ser bichona, deve ser agora;
2) Transar sem camisinha é arriscado;

3) Para comentar no nosso blog basta clicar no título da postagem e, por fim,

4) A moda outono-inverno promete, mas nesse calor que tá, ela não vai cumprir. Certeza!


Beijos! Amo vocês!

sábado, 18 de abril de 2009

Pra começar...


Olá mimigas, sou Alma Flex, a melhor irmã-amiga de Dora Flex. E juntas vamos sacudir a virtualidade com nossas dicas, histórias, sugestões e otras cositas más! A historinha abaixo aconteceu mesmo, portanto se você se identificar, não hesite em se manifestar, vamos trocar umas figurinhas... Beijocas e até a próxima!

Dia desses, estava eu no shopping passeando com outras amigas, quando num momento de distração eu avistei um homem lindo. Aliás, eu me distraí exatamente porque eu o vi. Não sei, mas a sensação foi a de que o mundo ao redor havia embaçado. A única imagem nítida era o rosto do belo rapaz. Juro ter ouvido coraçõeszinhos estourando acima da minha cabeça. Pior, ele olhava pra mim, o que de certa forma eu estranhei, pois ele nitidamente não aparentava intenção em corresponder qualquer olhar da minha parte. Logo reparei que entre as imagens ao seu redor havia um vulto muito próximo dele e, com muito esforço e certa resistência, consegui acordar daquele sonho e observar melhor a imagem mais amplamente. Resultado: o rapaz estava abraçado com uma grande amiga minha! Era o namorado dela, que inclusive, ela já havia me apresentado meses antes na minha festa de aniversário. E eles já haviam me visto desde que pus os olhos nele. Como eu não tirei o olhar de cima do garoto, ela certamente entendeu o que se passava na minha cabecinha. Mas ainda assim, com toda singeleza e simpatia bem típicos dessa minha amiga, ela me cumprimentou, o que, para minha alegria, obrigou-o a me cumprimentar também! Falamos algumas breves bobagens e nos despedimos. Fiquei um pouco mal, com a cara no chão, por não reconhecê-los de pronto, mas a bagaceira já estava feita! Restava-me torce que na melhor das hipóteses eles levassem a situação na esportiva!

Lições do dia: eu não tenho culpa do bom gosto das minhas amigas; vista embaçada pode ser disfunção ocular e, por fim, a nova coleção outono-inverno promete!

Dica da academia


Como saber se o professor da academia onde malhamos é, ou curte, ou “faz”?

Existe uma técnica muito boa, que me foi ensinada por um amigo de João Pessoa:

Primeiro: vista uma bermuda folgada até o joelho e sem cueca. Sei que é terrível malhar sem cueca, mas vale o esforço.

Segundo: Quando chegar à academia, diga ao professor que está muito dolorido e com dificuldades de se alongar, aproveite e peça ajuda a ele.

Terceiro: deixe seu pau bambo*.

 

Se seu professor curtir uma vibe, no mínimo ele dará o jeito de roçar em seu pau, ou roçar o dele no seu bumbum. Já fiz umas duas vezes e realmente funciona.

 

*Bambo: estado esquisito entre duro e mole.

 

PS.: Queridos e queridas, qualquer dúvida, conselho ou histórias que vocês queiram repartir conosco, entrem em contato com a gente. Meu e-mail é: Dora.flex@gmail.com

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Certo dia ouço...



Gente,

Estava eu no cantinho, bem sentada no ônibus e ouço, sem querer, a conversa de duas criaturas do sexo masculino sentados atrás de mim:


- cara, aqui em Maceió é bem diferente do interior, as mulé não olham pra gente não, pq a gente é do interior.

- é mesmo?

- é cara! Só dá pra pegar aquelas mulé feia. Pra pegar gente bonita, só se pegar os viado... pq tu sabe que viado não tem disso não, teve pau ele pega mesmo.

- oxe, eu que num vou pegar viado.

- tu diz isso agora. Deixa passar o tempo... tem cara bonito veio que dá em cima da pessoa... se o cara não souber o que quer e dê uma vacilada, quando vê já ta na cama com o cabra.

- eu mesmo não.

- espera. Espera e depois tu me diz!


Eu me divirto! Rsrsrsrs


por: Dora Flex