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terça-feira, 26 de maio de 2009

Chuquinha, boneca, chuquinha!!!


Em primeiro lugar, peço sinceras desculpas pela resposta demorada, mas é que esse mês tem sido muito difícil para toda a família FLEX. Não esquecemos de vocês, que fique claro! Amamos cada um(a) dos nossos(as) visitantes! Agora vamos ao que interessa.

Querida, se você é mesmo passiva, pode até não saber o que é uma CHUCA (segundo o Aurélio, é com CH), mas que você já deve ter feito, ah, já deve ter! Veja bem, há muito tempo, os banheiros eram construídos com dois tipos de vasos sanitários: um para despejar as necessidades fisiológicas como até hoje existe e, o outro, um pouco diferente, raso, com duas torneiras (uma para água quente e outra para água fria) que acionavam finos jatos de água, saindo no sentido vertical da parte interna e central do vaso.

Ou seja, uma vez sentando nesse segundo vaso, depois de passar pelo primeiro, acompanhado de um bom sabonete, claro, era possível se limpar, dispensando o atrito do papel higiênico ou terminar o servicinho sujo que o próprio papel havia deixado literalmente para trás. Mais tarde, com o advento da tecnologia "hidrosanitária", o vaso nº 1 permaneceu e o nº 2 foi aos poucos substituído por aquelas torneirinhas de cabos flexíveis e jato forte. Ou você achava que elas foram criadas unicamente para ajudar a lavar o banheiro?! Nunca percebeu que ela está sempre ao lado do vaso sanitário?

Enfim, a chuca nada mais é do que uma limpeza intestinal para evitar que se passe o "cheque" durante uma relação sexual. É bem verdade que alguns fazem da chuca um esporte e acabam limpando mais do que precisam. Ouvi até dizer de casos que... Bom, deixa pra lá!

Então gatinha, me diga que você havia feito sim a chuca naquele dia e que o bofe foi na verdade intolerante contigo! Quero muito acreditar nisso, hein! Ah, na internet, Deus salve o Google, encontrei esse link divertido só pra reforçar o recado!

http://mixbrasil.uol.com.br/cultura/especiais/enema/enema.shl


As Gay diz:


1) Difícil processar Sandy + Tetê Espíndola.
2) Quem será o "Tigre do Farol ihihih"?

3) A Chuca também é Judite.

4) Ainda estou processando!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Voz... em resposta ao Tigre do Farol



Querido Tigre do Farol,


Agradeço os elogios e agradeço mais ainda você entrar em contato com a gente, quanto dica que você pediu: “O que fazer quando saímos com alguém que não conhecemos e este cara é absolutamente lindo, mas quando abre a boca pra dizer um boa noite ele solta uma voz afinada entre a Sandy e a Tetê Espíndola?”, posso falar de “cadeira”, pois já vivi um momento assim, devo ainda lhe parabenizar pela comparação feita com a voz do seu sujeito (kkkkkkkkkkk), eu não conseguiria me expressar melhor. O mais engraçado é que eu estava conversando com minha irmã e amiga Alma sobre essa minha história e minha vontade de posta-la aqui. Pois bem...
Gente, eu quando solteira sou uma garimpeira de bate papos, chats, sites de relacionamentos, entre outros. Certa vez, estava eu em um bate papo muito conhecido do público geral (não vou dizer qual, não to ganhando nada pra fazer propaganda), eis que entra na sala um sujeito autodenominado H PRAZER GARANTIDO. Bem fui comprovar. Começamos a teclar e um papo muito legal, ele de descreveu, segundo sua descrição, ele era perfeito, ai o bicho pegou, comecei a achar que ele era um bom mentiroso, mas continuei a teclar com ele, sendo que desta vez no MSN, ele pôs foto, nossa que homem era aquele? Loiro, olho azul, forte, corpo perfeito, na mesma hora eu pensei, ele pegou essa foto de alguém; depois me disse que morava numa cobertura no bairro da Ponta Verde... Ih! Não vai dar em nada (pensei). Por coincidência, eu estava num bairro vizinho em uma lan house, pedi o telefone dele, ele disse que era melhor não, mas que eu fosse para a esquina da Av. Deputado José Lages, que ele ia passar de carro e me pegava lá. Perguntou com que roupa eu estava, eu disse. Eu perguntei qual era o carro dele, ele respondeu que era uma Mercedes preta... Puta que pariu que bicha mentirosa (pensei). Mas fui lá para a esquina. Pasmei na hora que uma Mercedes preta parou na minha frente, o vidro desce e um Deus Grego de bermuda e regata faz sinal com a cabeça para eu entrar. Eu entrei com cara de bobo. Ele arrancou com o carro e eu com cara de bobo. Até que finalmente eu consigo falar alguma coisa e dou um boa tarde, meio engasgado. E ele responde... MEDO... A voz dele era algo entre a voz da Sandy (de Sandy e Junior) e Tetê Espíndola (perfeita descrição feita por Tigre do Farol). Amigas, o meu engasgo saiu na hora, me danei a falar, até porque a única coisa que eu possuía que superava essa figura era minha voz. Falei, falei e falei. Sempre que ele abria a boca pra falar, eu falava mais. Mas chegou o momento da decisão, ele parou o carro num estacionamento da praia e me perguntou: “- E ai cara? Vai rolar?”. Segurei o riso e disse que sim. Ai gente eu devia isso a ele, porque tudo que ele me dizia pelo chat eu julgava como mentira, fiz mau juízo do moço. Fomos para a cobertura dele, que ele realmente tinha. Lá fomos direto para o quarto e mandamos ver, tentei ocupar a boca dele o máximo de tempo possível e chegamos ao gozo. Depois ele me levou ao um compromisso que eu tinha, mas antes de eu descer do carro ele solta essa: “- E ai? Teu pau curtiu meu cu? Porque meu cu curtiu teu pau.”. Imagina isso sendo dito por um cara com corpo de Deus Grego e voz de Sandy... MEDO... Desconversei e desci do carro.
Querido Tigre do Farol, espero que minha experiência possa lhe ajudar em algo. Eu agi desta forma. Mas ficam outras dicas:


1. Nunca duvide demais quando a pessoa for linda e rica;
2. Sempre converse pelo telefone com o cara do seu encontro, até porque se ele tiver uma voz assim, você vai preparado;
3. Seja mais tolerante com as diferencias. Acho inclusão!
4. Se engatar um namoro com um cara que tenha a voz assim, procure o psicólogo para você e um fonoaudiólogo para ele.

sábado, 9 de maio de 2009

Dona Moda


Bom, atendendo a pedidos da nossa fofíssima Larissa (vide comentário no meu último post - "História de um bilhetinho"), lá vai umas dicas certeiras sobre a coleção outono-inverno 2009.

Mimigas, a tendência para a estação é moda sustentável, visando a conservação ambiental, portanto algodão feito a partir da fibra de garrafa pet, gaze de algodão e tricô feito à mão, estão em alta!!

Em Paris (ai, Paris!), roupas sobrepostas tem feito a alegria das parisienses, que não abdicam do preto unido ao lilás e ao cinza. Mas aqui, no Brasil, o que tem se mantido com força é uma boa estampa seja ela em xadrez, com patchworks coloridos ou em texturas de folhagem. A paleta de cores traz também tons naturais, como marrom, verde musgo, clorofila, azul lavanda e rosa opaco.

Para os meninos, calças kimono, bermudas amplas e jaquetas com tecidos sobrepostos. Para as meninas, trench coats multifuncionais e os vestidos de tricô. Enquanto que botas altas com amarração, mochilões, luvas e polainas de lã são os acessórios da vez.

Por hora é só... Ah, já ia me esquecendo. Saúde também dita a moda e como a gripe suína já chegou no Brasil, não esqueçam de incluir entre os acessórios uma boa máscara de proteção. Lembrando que a gripe A não se pega comendo carne de porco, como muitos pensam, mas sim por meio de secreção respiratória. Não espirrar ou tossir próximo das pessoas não é somente sinônimo de educação, é estar na moda!


As gay diz:

1) A Larissa sabe muito bem como usar um hibisco na cabeça.
2) A moda quem faz é você!

3) Com aquele cachecol a moça da foto não passa frio nunca.
4) Morram de inveja, mas minha irmã Dora sabe tricotar à mão!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

História de um bilhetinho

Algo como "meu nome é..., nº..., me liga para dizer o seu, ou não" era suficiente. A ideia era brilhante, mais alguma informação e pareceria desespero. Curioso que hoje não parece outra coisa, a não ser: desespero. Quando isso aconteceu a diversão das gay aos domingos ainda era o pagode no saudoso Sem Censura! Para as mimigas mais recentes, esse bar contemporâneo da obstinada Haven, hoje Toy, ficava num galpão em Jaraguá entre o Orákulo e a esquina do cruzamento que vai dar no H Club!

Olhei para os lados e, para minha felicidade ninguém me surpreendera escrevendo tal bilhete. E nem poderiam. Estavam todas entorpecidas pela cerveja gelada em suas mãos e pela música desafinada e ensurdecedora de mais uma dessas bandas "Coisas do Pagode". Sim, falo isso com certo despeito, porque apesar de não ser apreciadora assídua de um pagodão, sempre tive uma pontinha de inveja das gay que tem coordenação para um requebrado. Agradeci à garçonete pela caneta, dobrei o guardanapo e segui à procura das mimigas com quem estava acompanhada, mas que ao contrário de mim, elas haviam se arranjado e deveriam estar em algum lugar nos fundos do bar. E de fato estavam lá. Uma sentada e a outra de pé, cada qual com seu "alguém da noite". Bom, nessa época, eu era bem mais tímida do que sou hoje e o complexo de patinho feio gritava alto! Ou seja, era certo que eu sobraria. Eu sobrava porque não acreditava em mim, no meu potencial de sedução.

Uma hora da manhã de domingo para segunda. Queria acordar cedo naquela mesma segunda, e por isso disse "tchau!". Mas antes de ir teria que se livrar do bilhete. Entregá-lo ao jovem-de-traços-orientais. O jovem-de-traços-orientais era uma gracinha. Ainda deve ser, não sei, pois ele provavelmente não mora mais aqui. Era uma gracinha, mas tinha a maior cara de entojo. Bicha enjoada, talvez por ser bonita. Mas eu gostava de olhá-lo, algo nele me chamava a atenção. Flagrava-o quase sempre ajeitando o penteado ou dançando com algum amigo. Às vezes ficava sério e sentava-se, para descansar talvez. Mas eu também era flagrada. O jovem-de-traços-orientais também me via. Mas nesses momentos nossos olhares sempre se desviavam imediatamente.

Era óbvia a falta de interesse do jovem-de-traços-orientais por mim, mas isso não me incomodava. Me divertia, inclusive, pois também não fazia a menor questão se o olhar desviava ou não. Eu só queria mesmo conhecer; as pretensões não iam muito além, juro. Toda vez que eu encontrava o jovem-de-traços-orientais, pensava: "gostaria de conhecê-lo".


Enfim, o bilhete já havia sido escrito e estava em minhas mãos. Precisava entregá-lo. O jovem-de-traços-orientais, quase ao meu lado, dançava ajeitando o cabelo que nunca despenteava. As minhas mãos suavam em bicas. Que ideia absurda escrever aquele bilhete, pensava enquanto umedecia o papel com meu suor. Mas agora que o escrevera, teria de entregá-lo. Tinha dúvidas se completaria a missão, tremia. Andei por todo o bar umas cinco vezes, pobre de mim, driblando os casais que pagodeavam ou os dançarinos solitários. Numa dessas vezes, a última, caminhei decidida... À porta de saída. O bilhete nas mãos úmidas. A indicação da saída me convidava tentadoramente para o fim daquela tremedeira, mas aquela não era a melhor saída. Se eu saísse com o bilhete nas mãos, deixando para trás o jovem-de-traços-orientais, não me perdoaria jamais. Minha sorte é que esse pensamento me veio antes de abrir a porta. Sorri e dei meia volta.

Meu passo firme em completa oposição à tremedeira da mão, guiou-me até o jovem-de-traços-orientais. E dessa vez eu não voltaria atrás. Não pensei, fui. O jovem-de-traços-orientais conversava com uns amigos, um deles também era meu amigo. Toquei no seu ombro, mas só como quem pede passagem, e fui direto ao nosso amigo em comum. Olhei com a cara mais lavada (de suor) e disse: "entrega pra ele!". O amigo sorriu. E eu fui embora, sem nem sequer ver o que aconteceu depois. Já não tremia mais e o suor começava a secar. Uma alegria inesperada me dominou. E a porta de saída não apontava mais para uma segunda com gosto de domingo frustrado, podia no máximo receber um trote. Sorria. Percebi o quanto eu era travada, mas depois dessa aventura psico-pagode-dominical, eu me senti tão... Tão viva. Graças à tremedeira. Quando entrei no carro, dei um grito de excitação, alegria, sei lá o que. Aquele bilhete fora o primeiro passo de uma corrida onde eu teria de ganhar. Parar jamais. Voltei para casa disposta com um sorriso estranho de felicidade. Conhecer o jovem-de-traços-orientais já nem mais importava. Entregar o bilhete é que me animava. Significava que meu medo perdera uma batalha, embora a guerra continuasse. Da próxima vez falaria pessoalmente, quem sabe. Hoje o problema com a baixa autoestima mudou drasticamente e a confiança em mim mesma é quem tá no comando!

Curioso é que dias depois fui apresentada ao jovem-de-traços-orientais, mas nunca tocamos no assunto. E se isso acontecesse, o que me restava a fazer era rir! Afinal eu é que não pagaria esse mico de perguntar algo como "Nem me ligou, né, bonito?!". Nos encontramos outras vezes casualmente e trocamos algumas palavras, mas não passou disso, ele sumiu e nunca mais tive notícias dele. O que importa é que de lá pra cá não foi preciso escrever bilhete pra mais ninguém!


As Gay diz:

1) Se adore antes de tudo!
2) Não perca tempo investindo em quem nem olha pra você!
3) Os nomes mudam, as caras mudam, os endereços mudam, mas a diversão das Gay continua a mesma (sábado balada; domingo, pagode).