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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Histórias da Vida Real (parte I)


Oi colegues! Neste post tratarei de um tema super mítico e filosófico a partir de uma experiência pessoal vivida em tempos primaveris...

Meu primeiro namorado oficial era uns 7 anos mais velho que eu, e sua idéia de balada de fim de semana era me levar pra visitar a família "superbelê" dele, ou então alugar um filme e se aconchegar no sofá da casa da mãe "superbelê" dele. No raiar da minha identidade gay, tudo que eu queria eram luzes, cores, pessoas caindo e bate-estaca em alto e bom som. Nada de assistir Lendas da Paixão bebendo litros de guaraná e ingerindo quilos de pipoca de microondas. Mas eu estava decidida: ou o "superbelê" me mostraria a vida ou eu me apresentaria a ela de qualquer jeito.

Na época, a cidade fervilhava em festinhas eletrônicas: era na base de uma por fim de semana. Em uma dessas, eu crocotava de ansiedade para comparecer: era simplesmente a mais glam jamais realizada. Levei o flyer pro meu gatinho que, claro, xoxou mais uma vez. Mas me disse: "Você é jovem. Pode ir, se quiser". Com voz de bruxa má do Oeste, já antecipando minha glória noturna, respondi que eu era jovem SIM e que, portanto, não iria me reprimir.

Juntei um bando de colegas e fui. A baladinha estava pra lá de jóia, minha terceira ou quarta Skol já fazia o efeito pretendido e, entre brumas e luzes piscantes, lembro de ter visto um espectro de Violeta Flex. Só nos tornaríamos BFF muito tempo depois, mas essa é a imagem mais cândida que tenho dela: menina-moça, com seu traje de noite, sendo cobiçada pelos presentes e já com sua característica cerveja em mãos.

Pois bem. No clímax dos acontecimentos, avistei um gato mandando ver no paso doble. Era Mwaka, um senegalês ma-ra. Nos afeiçoamos, muito bêbados. Gritamos palavras de desejo no ouvido um do outro e ele até tentou tirar minha calça num canto escuro (mas como eu também era menina-moça, não permiti). Mas, nos dias que se seguiram, acabei trocando meu namoradinho "pipoca-com-guaraná" por Mwaka e toda a sua africanidade nagô.

Acabei paixonando pelo moço, mas ele tinha a mania de contar vantagem atrás de vantagem, sempre com seu sotaque bizarro. Uma de suas preferidas era esculachar seus antigos peguetes que tinham pau pequeno. Mwaka simplesmente desprezava os rapazes, não lhes dava pontos pela personalidade ou sorriso cativante, eram dispensados sem dó – pelo menos era isso que ele dizia. Só a neca importava!

Eu cá pensava que Mwaka, como todo negro e diante dessa repulsa pelos de curta-metragem, deveria então ter um pênis de baobá. Não que eu desejasse isso, mas que se assim fosse eu seria agraciada pelos deuses da pederastia. Digo isso porque se passaram meses até que eu me sentisse confortável para, enfim, "praticar o sexo" com meu namorado de ébano. Eu era assim mesmo: romântica e precisava me sentir confortável para tamanha intimidade. Pompom no pipi só depois de bem amaciado.

Mas chegou o dia! Eu, Mwaka e um quarto mal-iluminado. Pega daqui, rela de lá, cuequinhas slip Angelo Lítrico pelo chão. QUÊDE O TRA-LA-LA DO NEGÃO? Isso mesmo, gente: Mwaka não entrou na fila do pênis na seção de Negros e Afins. O baobá dele era bonsai! Arrisco dizer que menor que a média do brasileiro comum (é como dizem os especialistas, creio). E ele (o pênis) nem era bonito. Na época a paixão me permitiu continuar com Mwaka por mais alguns meses – e ele continuava divulgando seu horror por paus pequenos em toda roda de conversa que fosse possível. O sexo era OK, mas eu, totalmente inexperiente, também não tinha nem com quem (ou o quê) comparar.

Nunca tive a coragem de perguntar para Mwaka se ele achava que sua minhoca era na verdade uma jibóia ou se a fita métrica do Senegal trabalhava com outra escala. Constrangimento On. O romance acabou depois que ele se tornou um psicopata psicotrópico. Pouco tempo depois do rompimento ele teve que retornar à sua África natal por conta dos problemas de saúde de sua mãe, dona Zuluma.

A história ficou, e permaneceu como tabu, que fui desmistificando aos poucos em conversas de bar com Violeta. Mas, com certeza, é algo que Freud deve explicar a contento! Ou, como diria Suzanna Flex, no mínimo de forma pertinente. (e põe mínimo e pertinente nisso!)

...
As gay diz:
- boi com sede bebe lama
- sempre desconfie de quem conta muita vantagem
- a ansiedade é inversamente proporcional ao tamanho do pau
- aceite sua minhoca: ela também é filha de Deus
...
Notas:
- Os nomes, obviamente, são fictícios. Para não ferir a honra de ninguém.
- Nenhum africano, seja ele animal, vegetal ou ex-namorado, foi ferido durante a realização deste post.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Crachá musical.


Seguindo uma linha semelhante à da minha irmã Suzana, recém chegada ao nosso convívio e ambiente virtual (oi, amiguë), decidi fazer um post semelhante, mas diferente: música. É isso mesmo, minhas colegas: música pode dizer muitíssimo sobre a homossexualidade ou pseudo-heterossexualidade daquele gatinho do apartamento ao lado, ou que estuda na sua sala da faculdade, ou whatever.

Pois vamos lá. Antes de mais nada, quero que fique claro que, tirando pessoas com idade semelhante a do nossos pais, essas regras podem se aplicar muito. Fiquemos entre os mais jovens, digamos entre os homens de idade entre 18 e 35 anos. Falo de homens, porque pra mulheres os artistas e as regras pra identificação são bem mais complexas e não tenho gabarito pra isso! Bom, entendido? Ah, fiquemos a princípio entre os artistas internacionais, que é mais minha área, uma vez que Violeta Flex é uma autêntica “Citizen of the world”. Depois eu posso enveredar por território nacional.

Começando pelo óbvio, vou vomitar uma lista: Madonna, Britney, Christina Aguilera, Mariah Carey, Spice Girls, Shakira, Lady Gaga, Thalia, Toni Braxton/Celine Dion e congêneros, Barbara Streissand, Enya e também congêneros (essas 2 últimas pras coleguës mais próxima dos 35). Qualquer uma dessas: FUDEU! Mas F.U.D.E.U. mesmo! Daí podemos tirar uma lição: que homens, escutando muitas artistas femininas é um crachá infalível.

Existe uma classe mais underground de artistas femininas e bandas alternativas que, mesmo vocês, amigas, não conhecendo, é bom que saibam os nomes pra identificar. São na maioria artistas “conceito”, artistas “diferentes”, à frente do seu tempo, sons bem diferentes. Mesmo com o benefício do anonimato desses artistas, quem gosta deles certamente “tem o pé lá”, como o grupo acima! Lá vai: Björk, Tori Amos, Portishead, Emilie Simon, Sigur Rós, Emiliana Torrini, Fiona Apple, Roisín Murphy, Goldfrapp, Alanis Morissette, Amy Winehouse, Duffy, entre outros. Ai, aqui também incluo a Sophie Elis-Bextor. Gente, esse é o melhor grupo. Quem gosta desse tipo de artista é gay, geralmente assumido, mas com um bom gosto ótimo! São sensíveis, gente! Aliás, tô nesse grupo, OK? Só existe um perigo nesse grupo: as pessoas que gostam deles podem se achar o máximo porque escutam eles, ser chatos mesmo. Eu não sou assim, OK? Só gosto dos bichinhos! Minha irmãzíssima Waldete com W pode muito bem me defender nesse momento.

Existe uma classe das bichinhas “eletrônicas”. Nessa classe, escondem-se muitas, mais muitas “heteras”, muitas Ivonys. Música eletrônica (Psy principalmente), Eletro, Minimal e estilos de música eletrônicas mais novinhos, junto com o House... Olhe... Suspeitem! Dance, Flashback tipo Abba? Iiiihhh... Algumas bandinhas bem eletroniquinhas costumam ajudar, como: Justice, Digitalism, Ladytron, Depeche Mode, Fischerspooner, entre outras

Como prometido, tem umas cantoras nacionais bem clássicas. Principalmente MPB mais atual: Maria Rita, Vanessa da Mata (ou da Môita – acento por minha conta), Ana Carolina (fudeu!), Marisa Monte, Céu, Isabela Taviani (peça o telefone sem medo) e Jorge Vercilo. Nos mais antigos dá pra incluir Elis e Bethânia, Clara Nunes, Rita Lee, Caetano Veloso e essa galera toda. Dá pra incluir também aqui: Ney Matogrosso e algumas bandas, como Secos e Molhados e mais atualmente, bandinhas hypes como “Cansei de Ser Sexy”, “Luiza mandou um beijo” e Montage. Enfim, esse povo que faz Moda na FAAP (piadinha tirada de um ótimo post, aliás, próxima vez eu mostro uma lista de vários vídeos ótimos, pra elas ficarem todas trabalhadas no cheque. Hahahaha).

A regra geral é voz feminina no jogo, com vocalistas de sexualidades duvidosas. Mas lembrem-se se o bofinho gostar só de uma ou duas dessas coisas, talvez você dê uma fora. Mas se gostar de muitas, aí, meu bem, sonde de leve, depois pesado e leve pra casa! É batata! Às vezes, dá até casamento!

As gay diz:

1 - Vá na Rádio UOL e faça seu estudo.

2 – Fuce no iPod/MP3 do seu paquerinha, se puder

3 - Percebam que Jorge Vercilo está na categoria de novas cantoras da MPB.

4 – Quem lembrar o que eu ia dizer, MORRE!

umbeijo.


PS: Alguns artistas foram adicionados pós postagem por pura falha minha durante o post. O que ainda tiver faltando, pois a lista é grande, faz assim, bee: vai lá no last.fm (www.lastfm.com.br) e procura esse povo e dá uma olhada nos artistas semelhantes

PS2: Cher realmente é um caso crônico, Waldete. Como pude me esquecer! Assim como esqueci de Kylie Minogue! hahahahaha. Feito o update!

sábado, 11 de julho de 2009

DIZ-ME O CURSO E TE DIREI SE É...



Olá bonitos e bonitas...
Bom para minha primeira postagem, blogagem ou biolagem aqui “nasgay” eu resolvi falar de um tema pertinente e até então não tão discutido: a teoria dos cursos.
Que nós, as gay somos a maioria nos centros universitários ou de formação superior todas sabemos. Já para os leigos isso não é uma realidade porque ficam presos ao senso comum e não percebem que existem mais mistérios entre o céu e a terra, pensam que só nos cursos de artes é que homens curtem homens ou os pans se pegam com árvores e animais.
Gente acordem pra Jesus, por mais que os caras mantenham a linha com namoradinhas lesadas, os cursos que eles fazem entregam o que só as mais profundas salas de bate-papo relevelam: - Eu curto na baixa, vei. Existe outra frase ótima: - É só uma brincadeira entre amigos.
Vamos à lista base para teoria: Administração, Arquitetura = faz; Educação Física = faz; História, Geografia, Biologia = faz; Direito? Xiiii = faz, Medicina, Odonto, Enfermagem, Fisioterapia = faz. Menino as bibas dominam o mundo, a galera é desbloqueada (recebe os dois chips). Continuando a lista, Matemática = faz, Letras? por favor né?!, Jornalismo? Kkkkkkkkkkkk. Até os nerdes de Informática que vivem em seus mundinhos, se você pedir pra por a cam no rosto, vai ver quem está naquele pc encubado.
Por isso cada dia mais e mais mulheres levam guaia e nem sonham que foi daquele melhor amigo do namorado. A polêmica ta feita e olhem que eu não disse das profissões, bombeiros... ops falei...rsrsrs. Esportes: vôlei, natação...
Se coloquem bonitas, acham coerente essa teoria? Completem a lista... falem mal disso. Enfim... Agora guardem este segredo da pedra filosofal para as fêmeas continuarem se enganando.
Bjo a todas.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Chegay!


Gente! Fiquei serelepe da vida quando Dora me convidou para fazer parte deste blogue escândalo! Era uma noite fria de sexta-feira, e o máximo que pude fazer para comemorar foi correr nua pelo meu loft, abrir uma garrafa de Periquita e cantar junto com a Marrom três de seus grandes sucessos. Acordei alguns neighbors, é verdade! Me jogaram legumes, com os quais fiz uma salada magnífica! Comigo é assim: nada se perde!

Deixa, então, me apresentar: sou Waldete Flex, nascida em berço esplêndido, criada com muito luxo e educada nos melhores colégios e faculdades - o que, claro, não me impediu de dar vazão aos meus desejos mais gays, muitos dos quais vividos e sofridos ao lado não apenas de Dora, mas também de Violeta e Alma. Sou legítima habitante do Upper East Side de Maceió, desde que saí fugida da Europa por causa de um relacionamento conturbado e abusivo. Trouxe de lá alguns hematomas, é verdade, mas sobretudo experiência de vida e bom gosto para coisas e afins.

Chego por aqui com a promessa de compartilhar com todas as gays minhas desventuras no mundinho, e ainda discutir moda, comportamento e gastronomia. Com uma linguagem sempre sapeca e uso abusivo de termos vintage. Porque Waldete SABE o que diz.
...
beijosmeaguardem

sábado, 4 de julho de 2009

Técnica dos 5 passos

Quando você estiver fazendo sua caminhada, ou simplesmente andando pelo shopping, faça uso dessa técnica básica e super funcional.



1. Quando der de cara com aquele bofe escândalo perceba se ele lhe percebeu, olhe mesmo nos olhos dele, mesmo que ele desvie o olhar. E se for alguém que você já desconfia a técnica vai te ajudar, a saber, se ele ta afim de você.



2. Quando se aproximar dele olhe de novo para reforçar a ideia.




3. Assim que passar por ele vem o arremate, conte cinco passos e olhe para trás, esse é o tempo médio para ele olhar se tiver interessado. Se ele estiver olhando, pare onde você estiver. Tenha determinação de mostrar o que você quer, se ele também para a única coisa que separa vocês agora são cinco passos.








As gay diz:

- Sorte sempre amigas!


sexta-feira, 3 de julho de 2009

Vamos fazer a três?


Bem, dentre minhas experiências de vida, existe uma bem peculiar. A primeira vez que fiz, ou tentei fazer a três. Devo confessar que motivada pelo vasto cardápio do cinema pornô virtual. Nos filmes e vídeos pornôs gays tudo é tão simples, as pessoas se olham na rua, ou simplesmente tocam uma campainha e tudo acontece magicamente. Comigo não foi tão simples como pedir uma pizza e o entregador vir com um amigo training, e ambos me entregassem algo mais que a pizza. Primeiro demorei alguns dias até achar alguém com esse interesse, comecei a teclar com uma cara 17 anos mais velho que eu, muito interessante, o qual chamarei de Senhor X, ele tinha um namoradinho que estava louco para fazer uma bela “menage a trois”, ou se preferir, uma bela “homenagem a truá”. O garoto, namorado do Senhor X, tinha apenas 18 anos. Nunca pensei que enfrentaria uma burocracia tão grande para poder comungar de um prazer a três. Conversei horas com Senhor X, ele me explicava que por vontade dele ele não faria, mas o namorado dele estava muito afim e não parava de falar nisso e ele já estava com medo de seu namoradinho resolver isso sem ele, então ele cedeu. Minha vontade era tão grande que eu nem percebi onde eu estava me metendo. Pois bem, depois de horas no telefone com Senhor X, ele me passa o numero de seu namorado para eu conversar com ele para ver se ele se agradava de mim. Imagine minha situação, enquanto isso eu pensava: “não devo ter vergonha na cara”. Estava, nesse momento, como um documento em uma repartição pública, tendo que passar por vários setores até ser deliberado. Conversei com o namoradinho e marcamos um encontro a três para nos conhecermos, fomos tomar sorvete. Conversamos, nos olhamos, nos analisamos, entramos no carro, e ninguém falava em ir a um motel, meia hora dando voltas no mesmo bairro, não agüentei e perguntei: - e ai vai rolar? O namoradinho foi o primeiro a responder: - por mim, já é! E o Senhor X, disse, seco: - Vamos a um motel. Depois disso silêncio.

Chegando ao motel, sentamos na cama, tiramos as roupas e ficamos de cueca, sentados, quase estáticos. Eu me deitei no centro da cama, eles deitaram um de cada lado, namoradinho quieto, mas o Senhor X se manifestou, pulou em cima de mim e começou e eu tentando integrar o namoradinho que estava meio por fora. Quando não mais que de repente, namoradinho começa a chorar num pranto desolador. Susto. Senhor X tentou compreender o motivo do pranto sem resposta de namoradinho que apenas chorava desconsolado. Eu levei às mãos a cabeça e pensei alto: que é que eu to fazendo aqui? Na mesma hora Senhor X, vira-se e me pede desculpas, e volta-se a namoradinho para tentar consolar, passamos quase duas horas nessa dinâmica, ele a me pedir desculpa e a consolar seu namorado. Depois que finalmente o namoradinho parou de chorar eles me levaram até uma perto de casa. E no dia seguinte Senhor X me liga para pedir mais desculpas e me convida para sair, desta vez só ele e eu, para que ele podesse desfazer a má impressão. Eu posso com isso?
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As gay diz:
1. Tenha sempre certeza do que você quer;
2. Evite “menage a trois” com um casal de namorados, prefira amigos ou desconhecidos do bem;
3. Se puder vá com seu carro;
4. Ande com um gardenal na bolsa para oferecer a um necessitado.