Oi colegues! Neste post tratarei de um tema super mítico e filosófico a partir de uma experiência pessoal vivida em tempos primaveris...
Meu primeiro namorado oficial era uns 7 anos mais velho que eu, e sua idéia de balada de fim de semana era me levar pra visitar a família "superbelê" dele, ou então alugar um filme e se aconchegar no sofá da casa da mãe "superbelê" dele. No raiar da minha identidade gay, tudo que eu queria eram luzes, cores, pessoas caindo e bate-estaca em alto e bom som. Nada de assistir Lendas da Paixão bebendo litros de guaraná e ingerindo quilos de pipoca de microondas. Mas eu estava decidida: ou o "superbelê" me mostraria a vida ou eu me apresentaria a ela de qualquer jeito.
Na época, a cidade fervilhava em festinhas eletrônicas: era na base de uma por fim de semana. Em uma dessas, eu crocotava de ansiedade para comparecer: era simplesmente a mais glam jamais realizada. Levei o flyer pro meu gatinho que, claro, xoxou mais uma vez. Mas me disse: "Você é jovem. Pode ir, se quiser". Com voz de bruxa má do Oeste, já antecipando minha glória noturna, respondi que eu era jovem SIM e que, portanto, não iria me reprimir.
Juntei um bando de colegas e fui. A baladinha estava pra lá de jóia, minha terceira ou quarta Skol já fazia o efeito pretendido e, entre brumas e luzes piscantes, lembro de ter visto um espectro de Violeta Flex. Só nos tornaríamos BFF muito tempo depois, mas essa é a imagem mais cândida que tenho dela: menina-moça, com seu traje de noite, sendo cobiçada pelos presentes e já com sua característica cerveja em mãos.
Pois bem. No clímax dos acontecimentos, avistei um gato mandando ver no paso doble. Era Mwaka, um senegalês ma-ra. Nos afeiçoamos, muito bêbados. Gritamos palavras de desejo no ouvido um do outro e ele até tentou tirar minha calça num canto escuro (mas como eu também era menina-moça, não permiti). Mas, nos dias que se seguiram, acabei trocando meu namoradinho "pipoca-com-guaraná" por Mwaka e toda a sua africanidade nagô.
Acabei paixonando pelo moço, mas ele tinha a mania de contar vantagem atrás de vantagem, sempre com seu sotaque bizarro. Uma de suas preferidas era esculachar seus antigos peguetes que tinham pau pequeno. Mwaka simplesmente desprezava os rapazes, não lhes dava pontos pela personalidade ou sorriso cativante, eram dispensados sem dó – pelo menos era isso que ele dizia. Só a neca importava!
Eu cá pensava que Mwaka, como todo negro e diante dessa repulsa pelos de curta-metragem, deveria então ter um pênis de baobá. Não que eu desejasse isso, mas que se assim fosse eu seria agraciada pelos deuses da pederastia. Digo isso porque se passaram meses até que eu me sentisse confortável para, enfim, "praticar o sexo" com meu namorado de ébano. Eu era assim mesmo: romântica e precisava me sentir confortável para tamanha intimidade. Pompom no pipi só depois de bem amaciado.
Mas chegou o dia! Eu, Mwaka e um quarto mal-iluminado. Pega daqui, rela de lá, cuequinhas slip Angelo Lítrico pelo chão. QUÊDE O TRA-LA-LA DO NEGÃO? Isso mesmo, gente: Mwaka não entrou na fila do pênis na seção de Negros e Afins. O baobá dele era bonsai! Arrisco dizer que menor que a média do brasileiro comum (é como dizem os especialistas, creio). E ele (o pênis) nem era bonito. Na época a paixão me permitiu continuar com Mwaka por mais alguns meses – e ele continuava divulgando seu horror por paus pequenos em toda roda de conversa que fosse possível. O sexo era OK, mas eu, totalmente inexperiente, também não tinha nem com quem (ou o quê) comparar.
Nunca tive a coragem de perguntar para Mwaka se ele achava que sua minhoca era na verdade uma jibóia ou se a fita métrica do Senegal trabalhava com outra escala. Constrangimento On. O romance acabou depois que ele se tornou um psicopata psicotrópico. Pouco tempo depois do rompimento ele teve que retornar à sua África natal por conta dos problemas de saúde de sua mãe, dona Zuluma.
A história ficou, e permaneceu como tabu, que fui desmistificando aos poucos em conversas de bar com Violeta. Mas, com certeza, é algo que Freud deve explicar a contento! Ou, como diria Suzanna Flex, no mínimo de forma pertinente. (e põe mínimo e pertinente nisso!)
...
As gay diz:
- boi com sede bebe lama
- sempre desconfie de quem conta muita vantagem
- a ansiedade é inversamente proporcional ao tamanho do pau
- aceite sua minhoca: ela também é filha de Deus
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Notas:
- Os nomes, obviamente, são fictícios. Para não ferir a honra de ninguém.
- Nenhum africano, seja ele animal, vegetal ou ex-namorado, foi ferido durante a realização deste post.

6 comentários:
Amiiiguee!
Nossa, fiquem terra-telha com o fator "lembranças Gazeta" no seu post. Eu posso até imaginar meu figurino clássico de outrora! Fôfa!
Ai, claro que o causo é de meu conhecimento e mega imperdoável. Tomem cuidado, minhas filhas. É isso que se acha impune por aí hoje em dia. Escutem sua tia Waldete com W. Ela tem muito know-how pra nos passar.
kkkkkkkkkkkkk
Caguei!
P.S.: Boi com sede bebe até gala!
Gala...
adoro traje de gala. É o que eu chamo de "lambuzar de muito prazer".
E pelo visto seu Activia tá em dia, hein Alma?
beijom da Wal.
Blog atualizado...
Bjocas
A.
olha caras Flex, que passei por pobrema semelhante ou quase o contrário. Eu achava que esse negocio de africano era só uma lendazinha sem maiores proporções, ai dou de doida e me atraco com um 44, e depois pra dizer que me minha mãe não gosta dessas coisas...?
Anônimo (posso te chamar de Annie?),
acredito que nossos "pobremas" métricos acabam com um bom lubrificante. Recomendo KY Warm, que dá uma esquentadinha ótima na hora do coito.
beijosmolhados.
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