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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Vamos fazer a três?


Bem, dentre minhas experiências de vida, existe uma bem peculiar. A primeira vez que fiz, ou tentei fazer a três. Devo confessar que motivada pelo vasto cardápio do cinema pornô virtual. Nos filmes e vídeos pornôs gays tudo é tão simples, as pessoas se olham na rua, ou simplesmente tocam uma campainha e tudo acontece magicamente. Comigo não foi tão simples como pedir uma pizza e o entregador vir com um amigo training, e ambos me entregassem algo mais que a pizza. Primeiro demorei alguns dias até achar alguém com esse interesse, comecei a teclar com uma cara 17 anos mais velho que eu, muito interessante, o qual chamarei de Senhor X, ele tinha um namoradinho que estava louco para fazer uma bela “menage a trois”, ou se preferir, uma bela “homenagem a truá”. O garoto, namorado do Senhor X, tinha apenas 18 anos. Nunca pensei que enfrentaria uma burocracia tão grande para poder comungar de um prazer a três. Conversei horas com Senhor X, ele me explicava que por vontade dele ele não faria, mas o namorado dele estava muito afim e não parava de falar nisso e ele já estava com medo de seu namoradinho resolver isso sem ele, então ele cedeu. Minha vontade era tão grande que eu nem percebi onde eu estava me metendo. Pois bem, depois de horas no telefone com Senhor X, ele me passa o numero de seu namorado para eu conversar com ele para ver se ele se agradava de mim. Imagine minha situação, enquanto isso eu pensava: “não devo ter vergonha na cara”. Estava, nesse momento, como um documento em uma repartição pública, tendo que passar por vários setores até ser deliberado. Conversei com o namoradinho e marcamos um encontro a três para nos conhecermos, fomos tomar sorvete. Conversamos, nos olhamos, nos analisamos, entramos no carro, e ninguém falava em ir a um motel, meia hora dando voltas no mesmo bairro, não agüentei e perguntei: - e ai vai rolar? O namoradinho foi o primeiro a responder: - por mim, já é! E o Senhor X, disse, seco: - Vamos a um motel. Depois disso silêncio.

Chegando ao motel, sentamos na cama, tiramos as roupas e ficamos de cueca, sentados, quase estáticos. Eu me deitei no centro da cama, eles deitaram um de cada lado, namoradinho quieto, mas o Senhor X se manifestou, pulou em cima de mim e começou e eu tentando integrar o namoradinho que estava meio por fora. Quando não mais que de repente, namoradinho começa a chorar num pranto desolador. Susto. Senhor X tentou compreender o motivo do pranto sem resposta de namoradinho que apenas chorava desconsolado. Eu levei às mãos a cabeça e pensei alto: que é que eu to fazendo aqui? Na mesma hora Senhor X, vira-se e me pede desculpas, e volta-se a namoradinho para tentar consolar, passamos quase duas horas nessa dinâmica, ele a me pedir desculpa e a consolar seu namorado. Depois que finalmente o namoradinho parou de chorar eles me levaram até uma perto de casa. E no dia seguinte Senhor X me liga para pedir mais desculpas e me convida para sair, desta vez só ele e eu, para que ele podesse desfazer a má impressão. Eu posso com isso?
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As gay diz:
1. Tenha sempre certeza do que você quer;
2. Evite “menage a trois” com um casal de namorados, prefira amigos ou desconhecidos do bem;
3. Se puder vá com seu carro;
4. Ande com um gardenal na bolsa para oferecer a um necessitado.

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